Curso de costuras para iniciantes - Moda Casa (Belo Horizonte) Para saber mais acesse na janelinha à direita

22 de agosto de 2016

Guardanapo puro linho

(para mesa de chá ou coquetel)

" Eu sei que não sou nada...

...e que talvez nunca tenha tudo

Aparte isso...

Eu tenho em mim...

...todos os sonhos do mundo..." Fernando Pessoa


    
 Guardanapo para mesa de chá (ou coquetel) puro linho, com renda nas bordas. Um sonho.

19 de agosto de 2016

A Ângela e seus aventais

E quando ela chegou na aula dizendo que havia feito avental em plástico eu...

- Hum... de plástico? Não foi isso que ensinei.

Ela acabara de aprender a fazer dois modelos aqui na aula, de tecido. Vi que levava jeito para as costuras. Soube comprar os tecidos - já é um bom começo. Soube combinar as estampas... 
Aqui os aventais feitos em aula: modelo curto
E como eu me divirto com a ela. Em cada aula temos um novo caso engraçado. Ela conta suas aventuras e eu as minhas. 
Tem um ótimo astral a Ângela. Sempre rindo. Às tardes das quintas-feiras, para poder dar uma fugida de casa, pede à tia para ficar com a mãe que sofre de Alzheimer. E vocês têm noção do que é cuidar de uma pessoa com essa doença? E ela teria motivos para ser assim tão pra cima, tão risonha,  otimista e produtiva? 
Voltando aos aventais...
... toda quinta ela dizia: "puxa, esqueci de trazer para você ver" E eu: "hum... entendi..." 

E na última quinta  ela me chega com 3 pacotinhos lindos, embalados em papel celofane. Dentro deles linda estampa. Parecia tecido. Ela disse: 
"Estão aqui os meus aventais de plástico. Trouxe para você dar uma olhada, professora. Já fiz vários por encomenda e estou com tantos outros para entregar!"
Oh! Oh" Estampas parisienses...
Estampa pin up
Examinei tudo, a frente e o verso...

... estampas de corujas (que não saiu na foto) e muitas outras que havia em seu celular. Apaixonei por todas. Tudo bem feito, com capricho, com bom gosto. 
Então, vocês já sabem onde encontrar esses aventais, não sabem?

 Mandem um WhatsApp para a Ângela. Mandem! 


10 de agosto de 2016

Momento Kid

Nos últimos dias de aula, em julho, convidei a Iara - aluna da quarta-feira - a trazer sua netinha, que já demonstrou se interessar por artesanato. Faríamos uma aula lúdica, com avó e neta. Planejei algo que a avó pudesse costurar ...

...e a neta, a Melissa, decorar

Antes da chegada das duas coloquei pão no forno. Essa receita é a mesma que já mostrei aqui, mas coloquei na forma de bolo inglês, assim:
 Saiu do forno, assim: oh, que grandão!
E foi para a mesa, com muitos ohs ohs de felicidade e agradecimento
Costurar é juntar, não só tecidos, mas afinidades...

Gosto de receber, de ensinar o que eu tenho de melhor: minha hospitalidade, meu amor por minha casinha, minha família. Não precisa ser rico. Não precisa saber  etiqueta. Não precisa saber colocar o garfo à esquerda e a faca à direita. É preciso ter amor.

Utilizo peças que amigas queridas me presenteiam... Combino cores porque quem costura pode se dar ao luxo de ter uma roupa de mesa de cada cor.
 Fiz bolo, de caixinha, que ficou delícia. Sempre faço algumas adaptações nessas massas já prontas. Nesse eu incluí canela e chocolate (cacau). Ficou com aspecto e sabor de brownie, crocante por fora, macio por dentro.
  Adoro
 E assim mais uma página foi escrita, tanto na minha vida, quanto da Melissa e da Iara.

3 de agosto de 2016

Ver e saber olhar

Voltei às aulas com a agenda completa e a cidade de Belo Horizonte toda florida.
Deixei São Paulo com o tempo bem frio, carregado de nuvens
Voltei sozinha para cumprir a agenda das aulas porque sou mulher de palavra. O resto da família passa muito bem sem mim. Ingratos
Adoro o frio, vivo reclamando que aqui em Belo Horizonte não faz frio o suficiente para usar casaco e bota. Mas, olha, quer saber? Frio é bom mesmo quando estamos em férias, PASSEANDO, saindo para jantar fora embrulhada em lindos cachecóis. Mas lavar banheiro, lavar roupa e louça - que foi o que fiz nas férias em São Paulo - ah, nem pensar. Todo dia praguejava o frio. Nada é perfeito.

Vi ipês, abundantes em flores, em toda São Paulo. E me dá uma raiva quando ouço alguém falar que São Paulo é uma cidade feia, sem verde. Como assim? Certamente é gente que não sabe ver. Qualquer dia saio com máquina à tiracolo fotografando todas as belezas naturais que a minha querida cidade tem.

E quando chego em Belo Horizonte, o que vejo? Mais ipês. Essas fotos são da temporada passada.
 Mas tão efêmeros, basta apenas um sopro do vento para que tudo vá para o chão...

 Mas enquanto eles reinam, absolutos, nos parques e praças, aqui ou ali, que saibamos olhar para poder ver. Por favor!

17 de julho de 2016

Mamãe costurou um brinquedo!

A Patrícia foi uma daquelas alunas que, quando iniciou o curso não sabia costurar. Comprou uma máquina na primeira semana do curso e não parou mais de costurar. Ela é uma enfermeira competente, dá plantões e aulas em faculdade. Gerencia a casa; esposa dedicada, mãe presente na vida escolar da filha e costura quando tem tempo. E quando não tem, arranja. Pois quando temos vontade de fazer algo, conseguimos um tempinho. Sim, é possível. 

Ela está sempre em conexão comigo pelo WhatsApp me enviando fotos das costuras que faz. Já fez até pijamas essa mulher! 

Mas olha a genialidade: Costurou um brinquedo para a filha! 
Ela também brinca de casinha com a filha!
Existe infância mais doce do que essa?
 
Deixar de fazer algo que  "queria tanto" não combina com a falta de tempo, não é? Não é exatamente falta de tempo. É falta de vontade. Falta de foco, de objetivo. Vamos lá, mulher!

9 de julho de 2016

Paetês e um pouco de mim


Paetê é um tecido bordado com lantejoulas, ideal para roupas de festas. São usados, de preferência,  à noite. A moda atual libera para o dia. Não gosto.  Aliás, eu não gosto de roupas com brilho, que chamam a atenção. Prefiro os clássicos, os discretos, mesmo à noite acabo preferindo os tons nude, tanto nas roupas quanto nos acessórios. O brinco tenho há mais de 3 décadas. O colar comprei num brechó. Adoro fuçar esses espaços
No corte e cor do cabelo prefiro o clássico, que não fuja muito à cor natural. Mas quem tem cabelo escuro, mantê-los na mesma cor depois dos 55... Não quero dizer que uma pessoa que nasceu com cabelos escuros deva mudar sua identidade radicalmente com o passar dos anos, se tornando loiríssima. Mechas em tons de caramelo, café ou chocolate vão lhe cair muito bem. Acredite.
Eu mesma cuido do meu cabelo, retocando a raiz em casa.

Muito raramente vou ao salão de beleza fazer mechas. E quando vou, acabo deixando lá umas 12 horas daquilo que ganho dando aulas.

Ontem usei esse tecido em capas de sousplats. Sempre faço minhas capas com 2 tecidos, mas nem sempre com a intenção de usar dos dois lados. Acho mais fácil passar o elástico num túnel do que costurar o elástico na borda,  puxando ou mesmo costurar um viés e passar o elástico dentro.

 Como podem observar, aqui usei o paetê por cima. Por baixo um tecido mais simples, liso, comprado numa loja baratinha.
Faz uma sujeira cortar o paetê. Mas olha o efeito?

Não gosto de fazer capas de sousplat usando tecidinhos simples, principalmente aqueles de florzinha que imitam camisolas ou toucas de dormir. Já que na mesa terei outros panos, procuro usar tecidos que não pareçam panos.

No sousplat de baixo usei um tecido meio laminado, imitando ouro.  Os tecidos em chita só usaria se a decoração pedisse cestos de espigas de milho, flores rústicas, madeira, um certo ar camponês... 
A semana fora exaustiva, tanto para mim quanto para o marido que passou a semana viajando a trabalho. Mas, poxa, é sexta-feira...
Compro pizza! Peço ao pizzaolo apenas pré-assar a massa, colocar na minha forma de alumínio e montar com os ingredientes que escolhi. Na hora de servir, em casa, levo ao forno. Pizza feita em casa, como nos velhos tempos, quando passava as sextas-feiras preparando quitutes para o final de semana...
Mas uma vozinha grita dentro de mim que não posso deixar o excesso de trabalho roubar aquilo de melhor tenho dentro de mim: a alegria em agradar a família, esperar o marido chegar do trabalho...
Jogam-me pedras as mulheres modernas. Jogam-me pedras àquelas que gritam que os direitos e deveres são iguais. Não são. Nunca serão. E eu nem quero que sejam. Sou feliz cuidando da minha família, servindo café para o marido quando chega cansado...
 O meu trabalho é mais prazeroso do que o dele. Eu sei. Passo o dia ensinando a arte de costurar. Passo o dia com minhas alunas que são, na grande maioria, minhas amigas

Sexta pela manhã recebi uma aluna da Bélgica. Tomamos chá, estreando ao joguinho americano que acabou de fazer, encantada. (obviamente que não veio de lá especialmente aprender costuras comigo)
 Meu trabalho é mais prazeroso. Eu sei. Principalmente  naqueles momentos em que falo uma bobagem e a aluna morre de rir. Nem queiram saber o que estávamos falando!
Monto a mesa bonita só para nós dois. Sirvo petiscos - também comprados prontos. Retiro da embalagem de isopor com cuidado para não desmontar a beleza da organização dos frios
 Acendo velas
 Enfeito a mesa com flores que ganhei da aluna querida. Ela veio fazer caixas à tarde. Não disse que meu trabalho é mais prazeroso do que o dele? Aproveito uma das caixas para servir de vaso
Ele chega cansado, a filha pede para levá-la ao encontro de amigas. Resisto. Espero, como uma esposa japonesa, silenciosa e obediente...
 Sem legendas, né?